ANÁLISE – CALL OF DUTY: INFINITE WARFARE – PLAYSTATION 4

Published On 12 de Janeiro de 2017 | By Netweb |

Os jogos da série Call Of Duty são lançados anualmente em três vertentes com que a Activision pressiona para captar a essência de vários ambientes de guerra. Na PlayStation 4 já tivemos GHOSTS pela Infinity Ward, Advanced Warfare desenvolvido pela Sledgehammer Games e Black Ops 3 através do estúdio da Treyarch.
Renovando este ciclo de estúdios e séries distintas dentro da licença Call Of Duty, é novamente a vez da Infinity Ward se chegar á frente e nos apresentar Call Of Duty: Infinite Warfare que é vendido em três edições diferentes, onde duas delas completam o seu conteúdo com a remasterização de Call Of Duty: Modern Warfare, lançado em 2007 pelo mesmo estúdio.

 

Detalhes... detalhes... muitos detalhes promissores!

A Infinity Ward é capaz de nos impressionar de forma a sentirmos o realismo quase na pele, das emoções dos personagens e de um lote de cenários calmos que transparecem o pior que pode vir a acontecer e mudar o nosso olhar sobre a jogabilidade e o improviso.
O desenvolvimento dos personagens e o excelente modo campanha torna este estúdio, um dos mais bem sucedidos em provar que uma história envolvente e a relação entre o consumidor e o jogo é conseguida, não só através do modo multiplayer.

 

No espaço a conversa é outra! Uma das grandes novidades e que mais aplausos merece!

Relembro que o primeiro trailer revelação desagradou aos fãs por continuar a ser futurista e a obrigação de comprar este título para garantir a remasterização. Apesar de não ser uma ideia coerente, somos brindados com a dúvida e ao entusiasmo de simplesmente ser um Call Of Duty e toda a legião de fãs que esse nome carrega.


PERSONAGENS

Num ambiente militar bastante desenvolvido, em Call Of Duty: Infinite Warfare interpretamos o Capitão Nick Reyes que será acompanhado por Nora Salter, uma presença feminina de longa data e contamos com a ajuda de um robô humanóide, inteligente e com excelente IA, definido como Ethan, que tem um comportamento humano, mas seguirá regras e missões ao pormenor. Existem também mais alguns personagens de relevo para a acção como o Sargento Usef Omar que não gosta muito de Reyes e também não é amante de tecnologia andante, pois reserva o preconceito quanto á lealdade dos andróides para com a humanidade.

 

Será uma mais valia ter este humanóide por perto!

Somos colocados numa missão que funciona como tutorial e seguidamente somos atacados em Genebra, onde Reyes eleva a patente e fica com o cargo mais elevado dentro da nave Retribution, que funciona como uma espécie de base espacial no espaço.

O antagonista nestes acontecimentos será o Admiral Salen Kotch que é interpretado pelo actor Kit Harington que dá a cara a Jon Snow em “A Guerra dos Tronos”. Mas o vilão aparece muito pouco para a imagem de tirano que deveria remeter, com poucas falas, mesmo assim apresenta-se como um líder descontrolado que submete ao jogador uma ideia de vingança e de o eliminar com algumas frases de efeito emocional que vão ecoando por toda a campanha.


A GUERRA

A guerra é originada quando a SDF ocupa o planeta vermelho e para a sua organização militar são necessários recursos que esgotando em Marte, os faz atacar a Terra seguindo teoremas de repressão. Existe uma experiência bastante agradável nas transições da luta em terreno para o cockpit de uma nave espacial, com um bom segmento de texto que nos compromete a um papel sem grandes objetivos mas sim para uma missão a cumprir.
Tudo parece ter sido estudado para não relatar apenas os acontecimentos nem tapar falhas e transições repentinas de gameplay, seguindo um padrão de computação gráfica aliada a uma trilhas sonoras como nunca se viu em jogos do género. Mesmo dentro da franquia.

Já aturamos esta menina há uns 10 anos...

Quando estamos no espaço, pilotamos naves espaciais que usamos para completar objectivos como destruir outras aeronaves ou instalações inimigas, em ambiente muito categórico e divertido. Sentimos na pele o que é um combate aéreo no vazio onde apenas ouvimos explosões e tiros aliados de um vento sereno que enaltece o entusiasmo, proporcionado um verdadeiro prazer visual.
Este é possivelmente a mais valia para Infinite Warfare, já que combates em solo, relembram bastante Black Ops 3. O poder de processamento da PlayStation aliado ao excelente trabalho conseguido, dá-nos a oportunidade de agradecer imagens fenomenais de planetas e seus satélites naturais onde o sol e luas estão de forma magnifica representados.


QUESTS!

 

Companheiros para nos protegerem a rectaguarda!

Call Of Duty: Infinite Warfare não se apresenta como um FPS linear, que torna este jogo novamente uma boa surpresa. Durante o jogo temos as missões que seguem uma linha de tempo e constituem os acontecimentos principais da acção, mas também e sobretudo durante a estadia na nave Retribution, poderemos escolher quais as missões fazer, se as principais ou as paralelas. Concordando que não estão a encher o jogo com material já saturado, este novo sistema funciona bastante bem e muitas vezes é útil para percebermos alguns objectivos de personagens ou dos adversários.

Ao visualizar o mapa da galáxia, somos destinados a escolher pontos identificados como SDF, onde iremos penetrar em estruturas inimigas, eliminar alvos, resgate ou até conseguir armamento. São missões que possuem um grande cuidado a executar, e não poderão ser consideradas mais fáceis que as missões principais, pois são uma extrema oportunidade de explorar um universo vasto e surpreender aqueles consumidores que ainda não se decidiram.

Música Clássica!

Os visuais nos combates espaciais estão surpreendentes!

A trilha sonora de Infinite Warfare envolve o que fazemos no jogo. Uma situação de paz ou calma é merecedora de uma melodia, mas as partes de acção, sentem a necessidade de ir ao encontro do que se passa no desenrolar da campanha e traduz-se como grandes cenas épicas em que o jogador se torna um com a fórmula vencedora do papel que desempenha. Mesmo em situações de improviso ou de ausência de acção, as transições combinam e têm o tempo perfeito de coincidirem com uma oportunidade de envolver o jogador! Diversifica os momentos, sejam eles, principais ou secundários.

Os idiomas, tanto texto como dobragens estão fenomenais e muito bem conseguidos, sem pesar de voz, no entanto faltando aquele suspense em alguns momentos fulcrais da acção.

Rascunho passado a limpo…

Call Of Duty: Infinite Warfare não tem muitas novidades no multiplayer, quer dizer até tem, mas para aqueles que estão habituados a jogar online em Call Of Duty: Black Ops III, até que as novidades são escassas, no entanto inovadoras. Embora a apresentação seja muito repetitiva, a verdade é que muitos consumidores comprarão o jogo porque a experiência já está presente no que toca a jogar contra adversários de todo o mundo.
A introdução de novas classes e de mais personalizações, vastas personalizações podem acrescentar algo mais e deixar de parte o pensamento que será apenas um simples update. A inclusão do mapa Terminal, que é extraído directamente de Modern Warfare 2 remete nostalgia mas não é o trunfo que será necessário para prender o jogador, que percorre vários modos de jogo e acaba por ficando ou aborrecido, ou estranhamente viciado.

 

Zombies e Call Of Duty, dois amigos inseparáveis!

O Multiplayer é também o local onde somos enviados para aniquilar ondas de zombies, dentro de uma pequena argumentação em Spaceland.
Uma reinvenção deste modo deixa a negação de parte e transforma todos os aspectos menos positivos numa aventura local ou on-line deveras divertida e entusiasmante. Nada como esvaziar uns crânios de seres malditos e sedentos de levar uns tirinhos na companhia de amigos ou de um clã.

Sistemas de ranking e condecoração não mudaram, mas é a essência de muitos conseguir desbloquear também itens raros ou mais fortes consoante a prestação em jogos.

Afinal é Call Of Duty!

Acção frenética e empolgante em modo campanha alucinante!

Sistemas de ranking e condecoração não mudaram, mas é a essência de muitos conseguir desbloquear também itens raros ou mais fortes consoante a prestação em jogos. Este é um ano em que estúdios e editoras rivais de mercado lançam grandes títulos e sequelas, como Battlefield 1 que nos envolve novamente na Primeira Grande Guerra, ou TitanFall 2, mas a verdade é que Call of Duty: Infinite Warfare mostra-nos que pequenas mudanças, tornam um jogo grande e a temática futurista não provou ser um problema. Uma quantidade de criatividade e opções inovadoras contribuem para a diversificação da jogabilidade, não deixando de salientar que estamos perante uma das melhores campanhas da série, lembrando velhos tempos e superando comparações a outros jogos do momento. Além disso o jogo não parece da necessidade de inovar tanto, quando a equação de sucesso já está inserida na fórmula de atacar um mercado bastante competitivo e tão expandido no género.

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