Guia Overclock Sandy Bridge / Ivy Bridge

Published On 30 de Setembro de 2012 | By Darknight |

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Como actualmente os novos PCs já vêem com os novos CPUs Intel Sandy Bridge e Ivy Bridge aqui fica uma ajuda aos menos experientes na parte do overclock.
É relativamente fácil nesta plataforma mas no entanto requer sempre alguma atenção.

Guia de OC rápido Sandy Bridge / Ivy Bridge

Em relação aos anteriores sockets ( P55 e X58) existe algumas mudanças a nível de como fazer o OC.
Basicamente nos anteriores o overclock era feito através do Bclk/Fsb , e o multiplicador subia-se até ao multi máximo de cada CPU, contudo esse multiplicador era somente + 3 ou 4 que o multiplicador de stock, á excepção dos i5 655K e i7 875K para socket LGA 1156 e os 975EE, 980x 990x, onde ai o multiplicador era desbloqueado podendo subir sem ser necessário aumento do BCLK.
Nestes novos CPUs o overclock é todo ele feito pelo multiplicador apenas, sendo que actualmente apenas 4 Cpus o fazem , embora todos façam algum overclock apenas 4 são “ilimitados” .
A velocidade do processador é na mesma o resultado da multiplicação do multiplicador por o BCLK como sempre foi nos anteriores sockets.

Existem assim 3 tipos de Processadores.

  • Core I3 e I5 ( serie 2100) – são CPUs sem capacidade de overclock, totalmente bloqueados sem possibilidade de subir o multiplicador.
  • Core i5 e Core i7 – Estes Cpus possibilitam a subida do multiplicador até 4 níveis acima do multi stock
    ( lembrado que o bclk é de 100mhz dá então um aumento de cerca de 400mhz para maior aumento é necessário subir o bclk que esta limitado pelo cpu subindo em média cerca de 6mhz)
  • Core i5 k e core I7 K – estes são os 4 cpus actuais com multiplicador desbloqueado.
    Podendo subir o multiplicador para um OC maior, o limite será a capacidade de OC de cada CPU.
    Este multiplicador desbloqueado tem na mesma um limite fixo, sendo nos Sanby Bridge 59x e no Ivy Bridge 63x.
    Claro que para lá chegar é necessário arrefecimento próprio como por exemplo LN2 ( azoto Liquido) ou Lhe ( Helio liquido)

Quanto aos chipsets

Existem vários chipsets , 3 mais antigos que foram lançado com os sandy Bridge e os mais recentes lançados com os Ivy Bridge.

Dois foram lançados ao mesmo tempo ( H67 e P67) o Z68 veio depois.

  • O H67 é o chipset mais “baixo” por assim dizer.
    È um chipset em que não é possível fazer Overclock, nem mesmo com um CPU versão K, isto porque o H67 não tem mesmo essa função.
    No entanto o H67 tira partido do iGPU que vem incluído nos CPUs.
    Aqui só compensa mesmo a montagem de um Cpu K, se for para usar o iGPU, já que os Cpus K trazem um GPU superior, caso contrario é igual a usar um CPU não K.
  • O P67 é o Chipset mais adequado para quem pretende usar cpu K para fazer Oc.
    Este chipset suporta o overclock e assim é possível o aumento do multiplicador .
    No entanto o P67 não tira proveito do iGPU, portanto para quem pretende usar apenas a gráfica incorporada o P67 não é a escolha certa.
  • Z68 é nada mais nada menos que a junção dos 2 anteriores.
    Possibilidade de Overclock e possibilidade de usar o iGPU.
  • H77 é uma evolução do anterior H67 destinado a quem não pensa em Overclock
  • Z77 Este foi o último chipset e o mais vendido nos dias de hoje, já que o P67 e Z68 são de motherboards anteriores.

O z77 é neste momento o melhor chipset para socket 1155, possibilidade de Overlock, IGPU.Esta nova revisão traz também novas coisas, uma delas a possibilidade de usar o Virtu MVP que junta a performance do igpu ao gpu dando assim um aumento de desempenho e fps nos jogos.
A maior diferença este chipset já traz PCIe Gen 3.0 (apenas se for utilizado um Ivy Bridge já que é o cpu que vai controlar isso) e Sata3.

Para um bom overclock e uma boa estabilidade do sistema, é quase sempre necessário um ajuste manual e fino em algumas voltagens.
Nem todas as board têm as mesmas Bios mas por norma possuem sempre as voltagens mais usuais.
Em boards mais entusiastas e de top é possível que além das voltagens normais venham outros settings para ajustar.

Voltagens

  • Cpu Vcore – é o valor da voltagem do cpu.
    Por norma quanto maior a velocidade do processador mais vcore será necessário.
    Claro que existem limites, aconselha-se a não passar dos 1.4V e de temperaturas de 80ºC.
    Quanto mais vcore mais quente o cpu se torna á que achar o equilíbrio dentro dos limites acima.
    São processos de fabrico de 32nm e 28nm portanto mais “frágeis” e uma voltagem mais alta pode danificar por completo o cpu.
  • Load line calibration ( ou por outro nome depende das boards) – basicamente isto é para baixar o vdroop , isto ajuda a estabilizar o sistema e o overclock.
  • VccSA / VTT– esta é a nova voltagem usada para o L3 cache ( no x58 seria o Uncore em termos de comparação).
    Nos Sandy brige o L3 cache está dentro do núcleo portanto esta voltagem servirá para o controlador de memória (IMC).

Para quem necessitar subir, aconselho a não passar de 1.2V e já assim será mais que suficiente.

  • VccIO – esta voltagem controla o SA’s IO , poderá também ajudar no caso do IMC e portanto para velocidades de memorias mais altos.
    Não passar também de 1.2V
  • Voltage DRAM – Como o nome indica é a voltagem das memorias RAM.
    Actualmente as memorias usam 1.5V ou 1.65V, claro que existem 1.25/1.35/1.6V .
    Nos antigos sockets o limite prendia-se a 1.65V , aqui aconselha-se o limite máximo de 1.65V também.

Overclock

Maioria das board já trazem definidos profiles de overclock , bastando ao utilizador ir a bios e escolher uma dessas opções.
O processador passa então automaticamente para esse valor de clock selecionado no entanto não corresponde a 100% de estabilidade de todos os cpu e board sendo sempre melhor um ajuste fino e manual para cada caso.

Para começar, deve-se acertar as memórias.

Pois por defeito elas irão ficar numa velocidade e timings mais baixos.
Todos os seguintes settings vão-se encontrar na página inicial da bios.

Entrem na bios , e procurem por DRAM frequency ou algo idêntico ( dependendo da bios), ai nesse settings devem definir o valor da velocidade das memorias que possuem.
Ex: DDR3 PC3 12800 1600Mhz , então devem meter lá o valor de 1600Mhz.
Uma vez que nos Sandy Bridge a velocidade das memórias apenas se definem através de divisores o aumento de BCLK não se justifica.
Depois da velocidade correcta é altura de acertarem os timings CAS (“CL”), tRCD, tRP, tRAS, devem de os encontrar no setting DRAM Timings.
Esses valores devem ser iguais aos valores stock das memórias.
Ex: 7-8-7-24 2T , então devem meter lá esses valores.

Após isso é só definir a voltagem correcta, DRAM voltage ( ou idêntico) , definir o valor da voltagem stock , ou por motivos de drop podem definir acima, não esquecer sempre o limite de 1.65v
Ex: 1.6v stock, podem definir 1.61V

Agora podem reiniciar o PC , e verificar logo se estas aplicações foram bem feitas.
Caso o computador inicie normalmente devem com o CPU-Z verificar os timings e a velocidade das memórias.
De seguida podem testar as memorias através de um USB ou CD/DVD com o memtest86+ , ou então no windows mesmo com a utilização de programas de stress que testam todo o PC – Prime 95, Linx, super pi 32m
Caso algum destes programas falhe, e não tenham mexido em outros settings , pode ser necessário aumentar a voltagem VccSA ou VccIO , é uma questão de aumentarem 0.025v por exemplo e voltar a testar.

Em qualquer caso podem definir a velocidade das memorias superior á velocidade anunciada, mas isso terá que haver uma combinação de voltagem superior e timings possivelmente mais relaxados e uma serie de testes para verificar a estabilidade

Próximo passo é subir a velocidade do nosso Processador

Como já se viu que praticamente apenas 4 CPUs são aptos a tal técnica vou exemplificar para os CPUs versão K. O Overclock nos SB / IB é maioritário pelo multiplicador, já que o BCLK é inicialmente 100Mhz, e pouco se pode subir.
A Ar talvez uns 106 seja possível dependendo do CPU.

Para isso é aconselhável a desactivar várias opções desnecessárias ou que interfiram no Overclock.

Dentro do CPU configuration existem algumas opções a desactivar.

– EIST
– C1E
– C-state

Estes recursos servem para economizar energia e baixar o clock quando o CPU não está em uso.
Na geração anterior tinha mais impacto uma vez que era quase obrigatório desactivar, nos SB/IB pelo que parece não faz muita diferença para o overclock, podendo usufruir dessas tecnologias e fazer overclock, contudo para um melhor OC aconselho mesmo a desactivar.

Na parte do Overclock, existem todas as opções de controlo, quer voltagem, quer multiplicadores e velocidades.

Exemplo de como subir 4500Mhz

No multiplicador do CPU meter em 45x , e desligar o turbo.
O BCLK mantém-se em 100 .
Vcore devem subir para 1.25V ( esta voltagen irá depender do cpu [ler mais abaixo])

E prontos!!

Sim de facto é mesmo isto para um OC normal.
Estes SB/ IB tem um grande potencial de OC , pelo que 4.5Ghz é bastante fácil e a maioria dos CPUs fazem, claro que poderá haver diferenças no vcore utilizado.
Isso é o que se segue.

Devem fazer testes de Linx 20 times e/ou Prime 95 para verificar a estabilidade do sistema.
Se tudo tiver certo podem optar por subir mais o multiplicador para 46, 47x etc ou optarem por ficar nos 45x e baixarem o vcore, ai devem baixar de 1,25 para 1.245 e testar e assim sucessivamente até o PC não estar estável nessa altura sobem para o valor que tinham anteriormente antes do ultimo vcore.
( alguns SB precisam entre 1.25/1.30V para estabilizar nos 4.5Ghz, nos IB é ligeiramente menor o vcore a utilizar e em média precisam de 1.15/1.25V para os mesmos 4.5Ghz)

Existem outras opções para quem quer puxar mais pelo CPU.
Além dos multiplicadores podem subir o BCLK embora que pouco mas podem, isso vai influenciar também a velocidade das RAMs á que ter depois atenção.
Existem outras opções mais extreme a terem em conta.
CPU PLL Overvoltage , isto deve ser activo em caso de instabilidade com multiplicadores altos, por outras palavras cada CPU tem um sub-limite que é o multiplicador máximo com o CPU PLL overvoltage desactivo , chegado a esse multiplicador só activando o CPU PLL overvoltage é que se consegue mais 2 ou 3 multiplicadores acima.
Isso significa que estamos no limite de OC desse CPU.( varia de CPU para CPU nos Sandy bridge normalmente o PLL Overvoltage liga-se ao multi 47x/48x , nos Ivy Bridge só com arrefecimento próprio é que será necessário uma vez que o seu limite é mais que suficiente para Overclocks diários.

Existem ainda afinações em relação ao VRM.
O load line Calibration como já se falou podem definir entre 0% e 100% ou level 1 e 4 ou 5, por norma usa-se nos 75% ou no level equivalente.
O DIGI+ VRM CPU Current Protection também se pode definir em Percentagem, e ai para valores superiores a 4.5Ghz devem optar por algo na casa dos 120/140%, isso vai ajudar á alimentação do CPU e consequentemente a estabilizar o Overclock.
O VRM fixes Frequency mode, também se deve subir em overclocks mais altos , para cerca de 300/350 KHz

E por fim o DIGI+ VRM Phase control , que é as phases de alimentação do CPU, deve-se definir em high/extreme dependendo da board, de forma a que se obtenha a melhor alimentação para o CPU.

(estas opções de DIGI+ são comuns nas boards da Asus)

Depois disto tudo , é brincar com os settings dentro dos limites para cada um e tentar achar a melhor combinação ou o melhor Overclock possível.
Tenham sempre atenção as voltagens utilizadas e as temperaturas em Full.
Programas como CPU-Z , Linx , prime95 e Core Temp são essenciais.

Espero que consigam bons Overclocks, e alguma dúvida é só perguntar

 

3 Responses to Guia Overclock Sandy Bridge / Ivy Bridge

  1. Ming@s says:

    Muito bom.

    Parabens.

  2. Ricardo says:

    E para fazer overclock no modo OFFSET ? tem algum tutorial ? queria deixa a uns 4.2, estaria otimo, com economia.

  3. Boas o modo offset não oferece grande dificuldade, se fores as leituras de voltagem consegues ler os teus VID´s, quando estabeleces OFFSET é sempre sobre esse valor VID!
    Exemplo se tens o cpu com VID 1.040 e estabeleces +100 ficas com 1,140v!

    Espero ter ajudado!

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